ESTA CORREGEDORIA NÃO É DA FUNDAÇÃO!

ESTA CORREGEDORIA NÃO É DA FUNDAÇÃO!
DENUNCIEM ILEGALIDADES DOS CENTROS DA FUNDAÇÃO CASA

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Ex-agente da Fundação casa é técnico finalista da Copa Paulista

22/11/2014 - 16h22

Ex-agente  da Fundação casa é técnico finalista da Copa Paulista



Caras feias e desânimo antes dos treinos não assustam mais o técnico Alexandre Ferreira, de 41 anos. Apesar da pouca idade e do fato de que o Botafogo de Ribeirão Preto é o primeiro clube que dirige, o treinador sabe gerenciar grupos problemáticos como poucos profissionais - inclusive os mais experientes - conseguem fazer. Até um ano antes de chegar à final da Copa Paulista, Alexandre treinava os meninos da Fundação Casa (antiga Febem, entidade que busca a ressocialização de jovens infratores) da cidade.
- Meu pai foi jogador de futebol, e minha relação com o esporte sempre foi muito próxima. Tentei jogar também, mas não consegui avançar como profissional, ficava de um lado para outro, aí decidi parar de jogar e fazer concurso público - diz, ao LANCE!Net, apresentando o início de uma história de luta para provar a força do esporte na vida de crianças que deram os "primeiros chutes" para o lugar errado.
O concurso em que Alexandre foi aprovado era para agente penitenciário na Febem, onde ingressou em 2006. Seu trabalho seria cuidar de garotos detentos por cometerem crimes graves e gravíssimos, como homicídio e latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Mas depois de alguns meses de trabalho a direção da unidade descobriu que ele havia sido atleta, e dividiu sua função entre agente penitenciário e educador físico.
- Na época do concurso eu dava aula em escolinha e fazia faculdade de Educação Física, então foi muita coisa ao mesmo tempo. Quando descobriram isso me pediram para montar um time em que os atletas seriam os internos, como medida socioeducativa. Existe um torneio chamado Copa Casa de Futebol, que reúne os meninos das fundações. O time de Ribeirão Preto foi bicampeão - relembra o orgulhoso Alexandre Ferreira.
Treinador novato orienta comandados em treino da equipe (Foto: Agência Botafogo)
O sucesso na Fundação Casa levou o jovem treinador ao Olé do Brasil, um clube de verdade, forte na base, onde foi campeão paulista juvenil de 2009 e até dirigiu um jogo como interino do profissional, mas que não o fez desistir dos meninos em ressocialização. Alexandre conseguiu conciliar as duas atividades até meados de 2013, quando foi chamado pelo Botafogo, uma das forças do interior de São Paulo, e precisou abrir mão do que hoje considera sua maior experiência de vida.
- Foi uma escola trabalhar com os jovens internos. No início eu me questionava muito sobre conviver diariamente com praticantes de crimes gravíssimos, mas nunca vi os meninos agredindo ninguém, nunca houve uma ocorrência. E isso para mim prova a força do esporte. Jogando futebol era notável o avanço deles em relação ao psicológico, ao social... No Brasil, o esporte é uma das poucas saídas para o desenvolvimento - reflete o professor da vida.
Botafogo-SP e Santo André iniciam a decisão da Copa Paulista neste domingo, às 10h. A partida ocorre no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, com mando da equipe do ABC.
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domingo, 23 de Novembro de 2014

MAIS UM AGENTE É MORTO EM SÃO PAULO 22/11/2014

22/11/2014 às 12h28 (Atualizado em 22/11/2014 às 12h35)

Agente penitenciário é baleado e morto na zona oeste

Vítima estava em uma motocicleta, quando dois criminosos anunciaram asssalto
Da Agência Record
Um agente penitenciário foi baleado e morto por volta das 5h50 deste sábado (22), na avenida Engenheiro Queiros Teles, no Jardim D'Abril, região do Butantã, zona oeste de São Paulo. Segundo informações da Polícia Militar, a vítima estava em uma motocicleta, quando dois criminosos anunciaram o assalto.
O agente não resistiu aos ferimentos, morrendo no local. O corpo está sendo preservado por uma viatura da 4º Companhia do 16º Batalhão, aguardando perícia. O caso deverá ser encaminhado ao 89º Distrito Policial.

sábado, 22 de Novembro de 2014

FUNDAÇÃO CASA INAUGURA MAIS UM CENTRO



Fundação CASA inaugura centro socioeducativo Mário Covas

Cerimônia acontece na segunda-feira (24/11) com a presença da presidente Berenice Giannella; este é o 71º CASA inaugurado desde 2005

INAUGURAO-BAURU-090914-EL_17_webA Fundação CASA inaugura nesta segunda-feira (24 de novembro), às 15 horas, o centro socioeducativo Governador Mário Covas, na Vila Maria, zona norte de São Paulo. Com mais este equipamento, a instituição chega à marca de 71 centros inaugurados desde 2005, quando começou o processo de descentralização da Fundação.

O centro de atendimento socioeducativo tem capacidade para atender 64 adolescentes do sexo masculino, com faixa etária entre 15 e 18 anos incompletos, na medida socioeducativa de internação (art. 122 do ECA).

A cerimônia contará com a presença da juíza corregedora do Departamento de Execuções da Infância e Juventude, Dra. Maria Elisa Silva Gibin, de outras autoridades do Poder Judiciário, servidores públicos, além de funcionários da Divisão Regional Metropolitana Norte (DRM-V).

“Desde 2005, o Governo de São Paulo inaugurou 71 centros no Estado todo. Neste tempo, a Fundação CASA promoveu discussões e eventos de formação e de aprimoramento profissional para que a medida socioeducativa tenha eficiência e alcance o seu objetivo: a recuperação do adolescente autor de ato infracional no Estado de São Paulo”, afirma a presidente da CASA.

O CASA Governador Mário Covas pertence à Divisão Regional Metropolitana Norte (DRM-V), uma das 11 administrações regionalizadas da Fundação CASA no Estado de São Paulo.

No CASA Governador Mário Covas, as atividades pedagógicas, por meio da agenda multiprofissional, observam as previsões do ECA e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), que pressupõem aulas da educação formal (escolarização realizada em parceria com a Secretaria Estadual da Educação), esporte, cultura, educação profissional básica, além dos atendimentos psicossocial e em saúde.
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Interno da Fundação Casa passa em vestibular para engenharia civil

21/11/2014 22h45
Interno da Fundação Casa passa em vestibular para engenharia civil
Do G1 Itapetininga e Região
Fim de ano é motivo de comemoração para milhões de adolescentes brasileiros: é época de prestar vestibular e, se tudo der certo, ser aceito em uma universidade ou faculdade. Foi o que aconteceu com um interno de 17 anos da Fundação Casa em Cerqueira César (SP): o jovem Tales (nome fictício) passou em 4º lugar no curso de engenharia civil de uma faculdade particular da cidade vizinha Avaré (SP).

Em entrevista ao G1, o jovem diz não se sentir a vontade ao falar sobre o que o trouxe à Fundação Casa. Mas, se alegra ao afirmar que a ideia de prestar vestibular veio dele. Ele e a família sugeriram à direção a possibilidade de fazer o exame. “Não só a direção me apoiou, mas todos os profissionais e meus amigos da Fundação Casa. Minha família está muito orgulhosa e feliz. Optei por engenharia civil por ter facilidade com os números”, comenta.

Animado com o fato de começar 2015 fora da fundação e dentro de uma faculdade, o adolescente conta que percebeu a possibilidade de transformação quando internado. Na escola, não tinha interesse nas aulas. “Sempre tive facilidade nos estudos, mas até este momento da vida nunca tive muito interesse. Depois da minha entrada na fundação é que percebi minha capacidade de aprender. Minha forma de ver a vida continua a mesma, só aprendi que nas coisas mais simples estão as melhores coisas da vida. Aprendi a dar valor à família, ao amor e à liberdade. Coisas essenciais na vida.”

Ele cumpre a medida socioeducativa, até o Judiciário considerar que está apto ao retorno para o convívio em sociedade. Caso as aulas comecem e ainda esteja internado, com autorização judicial, ele frequentará as aulas como qualquer outro jovem. “Imagino que todos nós estamos sujeito a sofrer qualquer tipo de preconceito e se alguém falar algo para mim deixe que falem. Porque ninguém é perfeito e todos somos falhos”, comenta sobre a possibilidade de sofrer algum tipo de preconceito.

O adolescente tenta agora financiar a faculdade através do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fiees). Enquanto não tem certeza se conseguirá, ele afirma que pretende o pagar o quanto antes. “A faculdade é um investimento para garantir um futuro onde possa ter condição de dar a mim e a minha família tudo do bom e do melhor, sem recorrer ao mundo de ilusão que é o crime.”

Repercussão na unidade
O fato do jovem ter conseguido acesso à faculdade é motivo de comemoração não só para a família, mas também para a instituição. A coordenadora pedagógica da Fundação Casa de Cerqueira César, Rosemeire Pereira e Lourenço, celebra a conquista e acredita que o feito possa incentivar os colegas de classe.

Vi o amadurecimento dele nos estudos. Há um ano ele não tinha interesse nenhum. Se mostrava um aluno inteligente, mas desmotivado. Muitos alunos entram para a fundação defasados, mas não era o caso do Tales – dele. Mas, mesmo quem tem dificuldades consegue, graças as aulas de reforço e toda estrutura oferecida. Fora da fundação, na escola, muitas vezes acaba faltando estrutura e os jovens ficam fora, são ausentes. Acredito que o caso do Tales pode se tornar um exemplo de que a possibilidade existe para quem não desiste”, afirma.

O diretor da fundação, Abaré Pereira da Silva, concorda que o acesso de um colega à faculdade traz motivação aos internos. “Há jovens que chegam sem vislumbrar a possibilidade do poder fazer. Eles às vezes perdem a noção de que podem ser úteis a sociedade. E esse é nosso trabalho, devolver esse adolescente preparado para viver com a família e a sociedade”, explica.

As principais preocupações da vida de Tales serão, daqui a algum tempo, as notas necessárias para se sair bem no semestre. Por enquanto, o jovem apenas sonha com a vida que está por vir. Reconhece a vitória, mas diz que ainda há muito a fazer.

“Eu não sou ninguém para aconselhar os meninos que estão na cida do crime. Cada uma tem a concepção do que é certo e errado. Só falo para que, se tiver algum sonho, que corra atrás e nunca desista. Se houver alguma barreira em seu caminho vá de cabeça erguida”, reflete.
Jovem de 17 anos está na unidade de Cerqueira César (SP). Ele foi aprovado com a quarta maior nota para o curso.

Agentes da Fundação Casa de Franca narram rotina de ameaças e medo

Agentes da Fundação Casa de Franca narram rotina de ameaças e medo

FrancaLocalA-A+16/11/2014 Autor(a): Priscilla Sales Função: RepórterFoto(s): Dirceu Garcia/Comércio da Franca
Agentes da Fundação Casa de Franca narram rotina de ameaças e medo
Agente da Fundação Casa de Franca, com faixa no braço, é socorrido pela equipe do Samu
A briga ocorrida na manhã da última terça-feira, dia 11, na Fundação Casa de Franca ainda não foi esquecida por aqueles que trabalham na se­gurança da unidade. Naquela manhã, um grupo de cerca de 20 adolescentes iniciou uma briga generalizada durante uma aula. Para tentar conter os menores, os agentes de segurança e de apoio foram acionados. Ao entrarem na sala, viraram alvos de mesas e carteiras. Três ficaram feridos. O episódio foi apenas mais um capítulo da rotina de medo e ameaças que os agentes narram enfrentar. Segundo cinco deles ouvidos pelo Comércio, lidar diariamente com infratores não tem sido tarefa fácil. Avessos ao cumprimento de normas e ordens, é comum os adolescentes internos se revoltarem e atacarem os agentes. 
A Fundação Casa de Franca abriga hoje 64 menores. Boa parte condenada por praticar crimes graves, como tráfico de drogas e roubo a mão armada. É considerada uma unidade tranquila pela direção, mas para os agentes há muito a ser melhorado. “Somos constantemente ameaçados. Esses menores não estão lá de graça. Praticaram crimes. E não respeitam ninguém. Eu temo pela minha vida e da minha família por isso procurei a polícia”, disse um dos agentes que está na unidade há dois anos e já chegou a registrar três queixas de ameaça. Para ele, que não quis se identificar com medo de represálias, o ideal seria que o número de agentes por uni­dade fosse maior (ele não informou os valores por questão de segurança). 
Outro agente que trabalha na unidade desde 2011 também diz que já foi atacado. “Quando não deixamos eles fazerem o que querem, eles partem para cima. Eu já fui agredido. Mas, para mim, o pior é o que acontece fora da unidade. Uma vez, andando pelo Centro, cruzei com um ex- interno. Ele me reconheceu na hora e veio tirar satisfação. Eu estava com meus filhos pequenos mas ele não se importou. Só parou quando os seguranças de uma loja se aproximaram”. Para ele, o acompanhamento de ex-internos deveria ser feito de forma mais efetiva. 
Questionados sobre as medidas adotadas pela direção da Fundação Casa diante dessas ocorrências, os agentes dizem que, ao comunicarem uma agressão ou ameaça, normalmente os menores acabam transferidos para outros centros e tem os casos anotados em seus prontuários. “Mas não adianta porque logo chega mais um com a mesma conduta”, disseram. Todos também são orientados a registrar boletim de ocorrência na polícia, mas são proibidos de dar entrevistas à imprensa. 
Sindicato
O Sindicato dos Trabalhadores em Segurança das Entidades de Assistência à Criança e ao Adolescente esteve na unidade de Franca na noite de quinta- feira para apurar as denúncias feitas pelos agentes. Segundo o diretor regional do interior, Alan Márcio Branquinho, realmente a situação é preocupante. “Estamos agora oficiando a Fundação Casa para que contrate mais pessoas. O número atual é insuficiente.”
Ele também recomendou aos agentes que foram agredidos ou ameaçados para que procurem o sindicato. “Vamos tomar medidas judiciais para garantir a integridade física de todos.”


GCN